segunda-feira, outubro 15, 2007

Viagem ao Planeta da Utopia

Esta sessão de lançamento integra as Terças-Feiras de Minerva.



Este livro é uma homenagem que eu presto ao meu filho João Pedro. Um livro que eu pretendi fosse provocador, divertido e, mesmo que o não quisesse, substancialmente dramático.

PROVOCADOR para, da maneira mais fácil, com o método mais ardiloso e com a destreza mais descarada, prender a atenção dos mais desinteressados, com temas que lhes possam inflamar a curiosidade, incendiar a indiscrição.

DIVERTIDO, porque seria uma exigência, uma qualidade impres­cin­dível, um requisito imposto pelo João Pedro, caso ele tivesse acompanhado a sua construção.

DRAMÁTICO, pela exposição circunstanciada que eu faço sobre a perda deste meu filho.


Os Direitos de Autor desta obra revertem a favor do Memorial JP (Rugby)


João Afonso dos Santos
Ia o ano de 1948 rigorosamente a meio, quando eu nasci. Havia calor, segundo dizem, na margem esquerda do Rio Sever, para onde se escoou o saco das águas do meu nascimento e cujo leito, rasgado no cerne empedernido do granito, desvinculou, intemporalmente, o concelho de Marvão da imensidão atraente e apelativa dos domínios de Espanha.
A infância e a instrução primária, as duas juntas, passaram-se divertidas lá mais para Sul, com Badajoz à vista.
Recordo-me que a minha vacilante carreira académica se iniciou na capital de distrito.
No Liceu, como se impunha.
Quiseram-me advogado e trouxeram-me para Coimbra, logo no fim do primeiro ciclo.
Cedo de mais como se provou.
No segundo ciclo, fui visita pouco frequente do Liceu D. João III e do Colégio D. João de Castro. No terceiro ciclo, ainda pior. Do colégio Os Lusíadas nem uma fotografia, para recordar.
Matricularam-me no ISCA. Talvez resultasse. Neste entretanto, os filhos começaram a poisar-me nos braços e fiz-me à vida. Pirei-me para França para frequentar um curso intensivo na área do marketing. Um pequeno passo para mim, mas um grande salto para o meu futuro.
Chefe de Vendas foi o meu métier. Primeiro de equipamentos de jardinagem, vejam só. Depois, e em definitivo, na área da publicidade. Trinta anos a vender ideias. Coisa fácil, naquela altura, num País tão falho delas.
E por as ter vendido todas, fiquei sem elas.
… E então comecei a escrever.

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